título original: (Sucker Punch)
lançamento: 2011 (EUA)
direção:Zack Snyder
atores:Emily Browning, Vanessa Hudgens, Jena Malone, Carla Gugino.
duração: 110 min
gênero: Ação
Toda "teoria" tem um ar de "olhar para a nuvem"... parece ser mais digno aceitar tal fato!
título original: (Sucker Punch)
lançamento: 2011 (EUA)
direção:Zack Snyder
atores:Emily Browning, Vanessa Hudgens, Jena Malone, Carla Gugino.
duração: 110 min
gênero: Ação

título original: (Rapt)
lançamento: 2009 (Bélgica, França)
direção:Lucas Belvaux
atores:Yvan Attal, Anne Consigny, André Marcon, Françoise Fabian.
duração: 125 min
gênero: Drama
***** ATENÇÃO, CONTEM SPOILERS DO COMEÇO AO FIM *****
Para que um filme dê certo, é necessária uma enorme série de fatores. Direção, fotografia, trilha sonora, elenco, divulgação... Quando esses quesitos estão sintonizados, transforma a obra em algo único, quando múltiplas dessas características funcionam, a película é boa, só no filão de filmes de ação, há um sem número exemplos em que o diferencial não é direção ou atuação, mas sim o carisma do elenco. Neste “Rapt”, o “não-êxito” é justamente na divulgação, fator tão forte
“O sequestro de um herói” acerta demais, não apela para erros tão corriqueiros, é novo mesmo num tema tão abordado já, te atuações pontuais, personagens verossímeis e principalmente humanos. O título que o filme recebeu aqui talvez engane, pois o protagonista é tão falho quanto todos os outros. O seqüestrado é um bon vivant, gastador absurdo, jogador viciado e altamente “depravado” sexualmente, não teria nada para ser apontado como exemplo, é deprimido e mesmo ao ser libertado continua se sentindo cativo, seja pelos que o cercam, ou pela chantagem que os seus seqüestradores e algozes impõem ao mesmo.
Se não há uma grande trama/história/aventura por trás do seqüestro – pois o motivo foi monetário – o filme compensava com uma realidade absurda, com pessoas reais numa situação que poderia sim acontecer, e não é pretensioso em momento nenhum, ao contrário de outro filme de 2010, um ano depois de “Rapt”, chamado a “A origem”, que pretensamente era uma história mais densa, de ficção científica mesmo, ma se perde tentando realizar um filme assalto, onde não obtém êxito em momento algum. “Rapt” é simples e visceral, porque quer ser assim, e por isso tem um êxito tão grande, pena não ter uma campanha de marketing tão presente como de “Inception” no Brasil, ser lançado somente agora, sendo que foi exibido em 2009 é de uma infelicidade muito grande, pois é muito superior a maioria de seus "equivalentes” atuais e de dois anos atrás.


I spit in your grave- Doce vingança"I spit in your grave" ou "Day of the woman ", filme de Meir Zachi, conta uma historia extremamente agressiva e escatológica, conta a história de uma jovem nova iorquina que se retira em uma casa no campo para escrever um romance, e nesse ínterim , sofre de estupro para depois vingar-se de maneira cruel e sanguinária de seus estupradores. Nesta sexta-feira (11/12) estreou nos cinemas brasileiros a refilmagem "Doce Vingança" - de mesmo nome (em ingles) que o original (o primeiro no Brasil foi batizado de "A vingança de Jennifer").
Ao assistir o filme de 1978, o começo não tem nada de inovador, a jovenzinha vai a casa isolada na floresta, se "insinua" aos "capiais" (pelo menos na visão deles), nada nua no rio, passeia de biquíni pela mata... Isso tudo antes de "Sexta-feira 13"- 1981. Entre os fatos interessantes do filme - super datado por sinal - estão o título no Brasil - esclarecedor e com um spoiler gigantesco, uma arma jogada em uma gaveta e a costumeira mania de subestimar o morador do campo - principalmente do espectador ao achar que jamais o "caipira" poderia prejudicar o homem urbano. Apesar dos estereótipos de personagens - os estrupadores - o filme tem bons méritos. É semi-pornográfico sim, tem violência extrema também e roteiro ralo, mas por incrível que pareça tanto a nudez quanto a violência estão muito bem encaixadas, e salvo a primeira morte do filme, em que a protagonista puxa uma corda entre as árvores para enforcar uma de suas "vítimas", todas são muito bem feitas apesar delas serem "na água" - a primeira numa banheira - Jenniferpassa um facão nas *#$ do rapaz, ele nem percebe, fala que a dor o está excitando e só percebe o apuro quando vê o sangue na água, nisso Jennifer já saira do banheiro e o trancou - tudo isso depois dela fingir que estava excitada com ele.
O filme pode até ser considerado de mau gosto, mas a idéia de uma mulher estuprada revidar dessa maneira a violência que sofreu é muito boa, e justiça com as próprias mãos é um assunto que já rendeu muito no cinema. Quando fui ver a refilmagem, sofri um misto de apreensão e quase certeza de que veria um fiasco como quase todas as outras refilmagens de filmes de terror que vi ultimamente.
Este "Doce vingança", diferente da minha maior expectativa faz jus ao original, mesmo tendo um formato mais de "horror teen" como os atuais "Saw- Jogos mortais", só que muito superior. Meir Zachi diretor do original produziu o filme, que foi até bem fiel, mas não como mera cópia. A protagonista, assim como Camille Keaton (a Jennifer original), Sarah Butler também não compromete. Mas os erros em ambas as partes são bem parecidos. Se no filme de 78 os estupradores são extremamente estereotipados, aqui eles são urbanos demais em comparação aos caipiras do primeiro, perde um pouco do "não levar fé" que eles fariam isso, e se Jennifer o primeiro já era forte, aqui ela é rainha das amazonas, ela imobiliza dois homens quase simultaneamente, e os tortura - de uma maneira que só um nazista conseguiria - depois nocauteia outro homem e o amarra a correntes, para arrancar os dentes e depois castrá-lo, além de no final, atacar um policial armado na parte de trás do carro - coisa que nem o Chucky(brinquedo assassino) conseguiu direito - tudo para ...bom ai já é spoilerdemais. Tudo isso ela faz e ainda mantém o cabelo e maquiagem impecáveis, isso sim é ser psicopata, sobreviver a dois estupros é tranqüilo, perto de conseguir manter uma aparencia de modelo num casebre que não tem espelho ou papel higiênico. Isso tudo colabora com a pergunta que rola durante o filme, se Jennifer já podia fazer isso tudo, por que permitiu que os outros personagens a violentassem?
Bom, de qualquer forma para quem não tem medo de sentir nojo, de ver assassinatos sangrentos e criativos, clichês mil, e quer desligar o cérebro ir ao cinema e ver um filme de terror decente, se divertirá muito mais com este aos lançados recentemente "a hora do pesadelo" -2010 e "sexta-feira 13"- 2009. Mentirada, escapismo, tortura e não é o James Bond de Daniel Craig.

Sem muita “vergonha” ou julgamento de valores, tive curiosidade de ler” O doce veneno do escorpião”, biografia da ex-garota de programa Bruna Surfistinha, sem demagogia, o fiz pela aproximação da exibição do filme, que até agora é o primeiro blockbuster brasileiro do ano. Tentei lê-lo da maneira mais crua possível e me abster de qualquer opinião externa – tarefa difícil no meu caso, pois antes de eu terminá-lo uma pessoa próxima a mim já o tinha feito e tentava “despejar” sua visão do livro. Achei que o conteúdo seria bem mais carregado de escatologias e desventuras sexuais do que realmente foi a começar pelos cortes dos palavrões – que acredito ter sido feito a pedido da editora, posso estar errado. Raquel era uma menina gordinha, que no decorrer de sua adolescência descobre ser adotada, acaba se envolvendo com um rapaz no colégio que propaga que algo teria rolado entre eles- na verdade nada mais que sexo oral – fazendo-a “ganhar fama sem deitar na cama”. Entre outros problemas típicos de um adolescente como complexo de inferioridade por ser “gordinha” – como ela mesma se classificava – sofreu de bulimia e praticava furtos mesmo sem necessidade, pois era de uma família abastada e liberal com relação a dinheiro. Depois de uma briga feia com os pais, decide se tornar garota de programa, e o livro narra os seus serviços, popularização, 15 minutos de fama, o nascimento de seu blog etc. O livro é um depoimento da protagonista a Jorge Tarquini.
O filme que estreou 25 de fevereiro, dirigido pelo estreante no cinema Marcus Baldini. Sobre seu papel, não comprometeu e desempenhou bem seu trabalho, já com relação a protagonista Deborah Secco, houve acertos muito bons e erros tão grandiosos quantos. A atriz é indiscutivelmente sensual, e talvez nesse ponto é que tenha destoado tanto da “Bruna original”. O enredo se focaria mais na vida adulta de Raquel Pacheco, já como garota de programa, mas no começo do filme, ver Deborah vestida tal qual uma menina de 17 anos, torna-se total oposto a menina gordinha complexada “sem peito” e ainda reprimida sexual que era Raquel. A idade poderia ser um problema, pois a atriz hoje teria 31 anos (novembro de 1979) enquanto Bruna Surfistinha teria se aposentado na faixa de 21 anos, e o personagem do irmão que não existia no livro, que só poderia estar ali com uma boa razão, coisa que não acontece... Mas isso passa, licença poética ou liberdade criativa como queira. Mas a falta de enfoque nos complexos de Raquel, a passagem totalmente superficial em seus problemas com furto e cleptomania prejudica a construção do personagem, se houvesse maior enfoque nisso poderia ter maior profundidade. Outro pecado foi a abordagem dos casos bizarros dos clientes, que tiveram seu lado cômico – ótimo- mas pouco explorado em relação a taras, desejos reprimidos dos mesmos e exposição das carências e confissões dos mesmos – fato este que motivaria o interesse da protagonista por psicologia. Um dos motivos que fez a personagem sair de casa foi a necessidade por independência, principalmente dos pais, na película a relação dela com os pais quase que não tem nada de conturbado antes desta sair de casa.
Com relação à nudez, existe e não é gratuita, não há como falar de prostituição sem mostrar o ato em si. Confesso que achei que as cenas seriam abrandadas por ser um filme produzido por um “grupo” que costuma fazer de seus produtos algo bem mais comercial que o de costume, mas continua sendo um “enlatado”, apesar de o tema ser polemico, foi discorrido de maneira rasa, e provavelmente chamou mais atenção pela curiosidade do que pela trama existencial em si. Em determinados momentos – na parte em que a personagem sofre uma “decadência” inexistente até então no livro – quando abusa do uso de drogas, ele tenta demonstrar um pequeno julgamento de valores, tentando demonstrar que o declínio é intimamente relacionado ao proibido, mesmo para alguém que faz “programa”, assim como o final contando a aposentadoria da protagonista... Como dito antes, difere em alguns pontos cruciais do livro, mas em qualidade, é quase equiparado.
PS.: Na minha sessão, a maioria era composta de casais, devidamente tensos.
PS 2.: Para minha surpresa, a única pessoa desacompanhada era uma senhora por volta dos 50 anos, que ao contrário do meu “preconceito” não externou nenhum sinal de desaprovação moral.